111 - Previsões para a Internet das Coisas em 2018 Tempo de Leitura: 3 minutos

A Internet das Coisas (IoT) está se tornando cada vez mais populares no Brasil e no Mundo. Em 2017, foi possível acompanhar a evolução das conexões entre máquinas, que passaram a ser adotadas em grandes empresas brasileiras, como bancos, operadoras de telefonia e, principalmente, varejistas.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil fechou o mês de outubro de 2017 com 14,8 milhões de conexões máquina a máquina (M2M), usadas em diversas aplicações. Isso representa um crescimento de 20,1% quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

Segundo Gabriel Dias, PhD em Internet das Coisas (IoT) e líder de projetos da Semantix, o ano de 2018 será especialmente relevante para o caminho de consolidação da tecnologia. O especialista listou cinco previsões que devem permear esse tipo de conexão nas suas mais diversas aplicações.

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1. Soluções de IoT para área rural e indústria de base irão despontar no Brasil

O primeiro grande fator de impacto nas tendências do ano que vem é o Plano Nacional de IoT, elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O documento apontou que os setores rurais, sustentados pelo agronegócio, e as indústrias de base possuem uma alta capacidade de desenvolvimento, uma vez que são responsáveis por grande parte do PIB nacional. Podemos esperar programas de investimento do BNDES que incentivem novos negócios na área agrícola e nas indústrias de base.

 

2. Serviços baseados em IoT melhorarão a experiência do cliente

Com a chegada de novos dispositivos e serviços no mercado brasileiro, grandes empresas investirão no marketing para melhorar a experiência dos clientes do varejo. Por exemplo, ao chegar em um estabelecimento, o cliente poderá receber um alerta sobre a promoção de um produto que ele demonstrou interesse quando visitava a loja virtual.

 

3. As leis europeias deverão permitir a comercialização de dados IoT

Quase metade dos analistas de dados de empresas americanas dizem que já comercializam seus dados, enquanto que apenas 35% da França e 38% da Alemanha o fazem. Reconhecendo este atraso, a Comissão Europeia emitirá orientações para incentivar o uso de tecnologia avançada e estimular a economia de dados. Incentivado pelo avanço europeu, o Brasil deverá evoluir com o projeto de lei PL 5276/2016, que trata da comercialização de dados pessoais.

 

4. Os wearables ainda não serão adotados por todos

Em 2018, os wearables (Wearable é a palavra que resume o conceito das chamadas “tecnologias vestíveis”, que consistem em dispositivos tecnológicos que podem ser utilizados pelos usuários como peças do vestuário), irão crescer. Mas ficarão ainda longe de uma adoção completa. De acordo com a consultoria Gartner, serão comercializados cerca de 347 milhões desses dispositivos em todo o mundo. Até 2021, esse número ultrapassa os 500 milhões. No entanto, a Forrester Research, através de um relatório publicado em Novembro, prevê que, diferente dos aparelhos celulares, os relógios inteligentes, o mais difundido dos wearables, ainda devem ficar restritos a um grupo restrito de pessoas. No Brasil, os valores dos smartwatches ainda são altos e as vendas ainda são modestas, mas já existem opções que começam a ficar mais comuns nos grandes centros urbanos.

 

5. A adoção de IoT baseada em Blockchain aumentará 5%

blockchain, tecnologia usada para processar as transações das criptomoedas, como o Bitcoin, ainda não está pronto para implantações em larga escala que exigem confiabilidade, estabilidade e integração com a infraestrutura tecnológica existente. Mas, ideias promissoras estão começando a surgir e a evolução das tecnologias impulsionarão a adoção de Blockchain em 2018.

 

6. Os desenvolvedores de plataformas IoT sairão do negócio Infrastructure-as-a-Service (IaaS)

Ao longo de 2017, as principais plataformas de IoT trabalharam para fazer suas soluções funcionarem nos principais provedores de nuvem, como AWS, IBM e Microsoft. Em 2018, essas plataformas tendem a ser refinadas para explorar o máximo das soluções de cloud, uma vez que os serviços de infraestrutura vem se consolidando com ambientes regulatórios rigorosos e com a criação das suas próprias soluções voltadas à IoT.

 

7. A IoT estará no centro de novos ciberataques

Embora a conscientização de segurança da IoT esteja crescendo, a experiência do cliente, o custo e os requisitos de tempo de mercado continuam a prevalecer sobre os requisitos de segurança. Por isso, o desafio de incorporar fortes controles de segurança ainda existe e muitos arquitetos deixam a segurança de lado ao colocar projetos em produção.

Como consequência dessa negligência, haverá mais ataques relacionados a IoT tanto em dispositivos quanto na infraestrutura da nuvem. O principal objetivo será comprometer sistemas para extrair dados confidenciais coletados pelos sensores e outros dispositivos.

 

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